A Fazenda Vista Alegre está localizada no Vale do Rio da Onça, na bacia do rio Mogi Guaçu, em Sertãozinho, na macroregião do centro norte paulista, próximo a Ribeirão Preto, Estado de São Paulo.
Os primeiros habitantes da região foram os índios Caiapós, tribo indígena que pertencia ao grupo lingüístico Jê (conhecidos por Tapuias pelos índios Tupis do litoral). Os Caiapós viviam em aldeias dispersas pelas florestas e campos da região. Cultivavam pequenas plantações de milho e mandioca e, como povo seminômade, dependiam da caça, da pesca, da coleta de mel silvestre e frutas nativas como a jabuticaba, o araçá e o maracujá. Eles fabricavam instrumentos para o trabalho, utensílios e outros objetos de cerâmica, como as igaçabas (urnas funerárias) onde os mortos eram colocados para serem sepultados. Cada indivíduo era dono de suas próprias armas para caça (arco e flecha), porém as terras e plantações não tinham dono, isto é, pertenciam ao grupo. As funções dos homens eram desbravar o mato, preparar a terra para a plantação, construir as canoas, caçar, lutar contra os inimigos e proteger o grupo. As mulheres cultivavam a roça, fabricavam a farinha e cuidavam das crianças.
O povoamento do Vale do Rio da Onça e da região próxima à sua desembocadura, no Rio Mogi Guaçu, provavelmente surgiu em decorrência das expedições dos bandeirantes que cruzavam a região em direção ao Triângulo Mineiro e Goiás. Os primeiros registros datam de 1807, quando a exploração da região foi efetivamente iniciada. Em 1810, já existia uma estrada, paralela ao rio Mogi Guaçu, por onde passavam tropeiros, mascates e boiadas que alcançava as proximidades da foz do rio da Onça. Até 1817, esta área era conhecida apenas por uns poucos pescadores que percorriam o rio e talvez já explorassem seus arredores.
Os Pontes e os Maciel de Pontes, originários de Caldas, Estado de Minas Gerais, foram os pioneiros na ocupação das terras dos atuais municípios de Pontal, Sertãozinho, Barrinha e Pradópolis. Porém, é provável que o maior grupo familiar de origem mineira estabelecido na região tenha sido os Junqueira. As suas posses eram compostas pelas maiores glebas de terras compradas ou apossadas na região. Para se ter uma idéia, os municípios de Luiz Antônio, Pradópolis, Barrinha, e Guatapará ocupam hoje, aproximadamente, 68 mil alqueires da antiga Fazenda Lageado.
A cultura do café foi introduzida na década de 1870. A Ferrovia Mogiana chegou a Ribeirão Preto em 1883 e, com a melhoria do transporte e a abertura de terras novas e férteis, a região tornou-se grande produtora de Café. O crescimento econômico, a abolição dos escravos e as expectativas de uma vida melhor atraíram milhares de italianos, portugueses, espanhóis e outros imigrantes europeus para as fazendas de café. Todos sonhavam em "fazer a América".
Em 1903, após juntar dinheiro durante algum tempo, Ângelo Guidi decidiu deixar a Itália e embarcou para o Brasil com destino a Sertãozinho, cidade próxima a Ribeirão Preto, onde o seu irmão mais velho, Giusepe Guidi, já estava radicado. Assim que chegou, foi trabalhar na lavoura. Tempos depois, começou a vender verduras e outras mercadorias na região. O negócio prosperou e depois de algum tempo, casou-se com a sra. Júlia a quem conheceu durante suas andanças como mascate. Ângelo era um empreendedor e tinha forte vocação para o comércio. Mudou-se para Pontal; interessou-se por gado e decidiu abrir um açougue; em seguida montou uma fábrica de sabão, a primeira indústria da cidade, que funcionava nos fundos do açougue. Algum tempo depois, comprou terras numa área conhecida como Cascalho, em Pontal. Nessas terras, que naquela época eram impróprias para agricultura, Ângelo construiu um grande curral onde ele arranchava o gado das comitivas que cruzavam a região e dava pouso para os peões. Ele começou a negociar gado com os boiadeiros que pousavam em seu sítio e, em pouco tempo, também passou a ir à Mato Grosso e Goiás para comprar bois. José Guidi, seu filho, conta que ele entendia tanto de gado que era capaz de calcular o peso de uma boiada inteira olhando o estado dos bois. Em 1945, após muitos anos de trabalho árduo, com a ajuda dos filhos mais velhos, adquiriu 900 alqueires no município de Sertãozinho. Por fim aposentou-se e dividiu as terras entre os onze filhos vivos, entregando a cada um o seu quinhão.
Em 1953, quando José Guidi assumiu a fazenda Vista Alegre, a propriedade era composta de pastagens nativas para a criação de gado de leite e tinha poucas áreas destocadas. No final da década de 60, a agricultura da região expandiu-se e o proprietário liquidou seu plantel de bovinos, iniciando o cultivo de arroz e algodão. Após alguns anos, sobreveio uma crise na cultura do algodão e, em decorrência dessa crise, iniciou-se o plantio de soja. Mais tarde, no final dos anos 70, a região se destacava no plantio da Cana-de-Açúcar, uma cultura extremamente lucrativa naquela época, que acabou sendo introduzida na fazenda.
Atualmente, além da cana, a propriedade também produz milho, que é utilizado, em sua maior parte, na alimentação do gado leiteiro. A horta orgânica fornece verduras e legumes que são utilizados no preparo das refeições servidas aos visitantes e empregados. O pomar, que também é orgânico, tem uma pequena produção de laranja, manga, goiaba, jabuticaba, amora e gabiroba - fruto silvestre em extinção na região - e outras frutas que podem ser consumidas pelos visitantes e servem como matéria-prima na produção artesanal de doces. A criação de galinhas, galinha de angola e perus fornecem ovos e carne. Também são criadas outras aves exóticas como o pavão, galinha chinesa, galinha garnisé.
Características da Fazenda Vista Alegre
Área total: 319 hectares (ha)
Área de reserva legal (mata de transição): 44.5 ha
Reserva biológica (vegetação nativa de várzea): 29 ha
Pastagem (gado de leite): 80 ha
Área agrícola (cana-de-açúcar e milho): 155 ha
Instalação e sede: 10,5 ha
Ocorrência de mata ciliar, várzea, rio e lagos
GADO JERSEY
Em 1989, a fazenda Vista Alegre introduziu a Raça Jersey devido às suas características de precocidade, fertilidade e rusticidade, que aliadas ao seu grande potencial leiteiro, produzem excelentes resultados. A fazenda possui certificado de propriedade isenta de Brucelose e Tuberculose desde 2008. O rebanho é formado por animais registrados, possui baixa CCS ( Contagem de Celula Somática ), com alta qualidade genetica de produção de leite a pasto.
Venda permanente de tourihos e vacas.
CONTATO PARA VENDAS:
Maria Teresa Guidi (16) 8162-7362
CAVALOS "QUARTO DE MILHA"
Jay Jay
ESTRUTURADO, DE GENÉTICA APURADA, SUPER SAUDÁVEL E GARANHÃO.
Está em treinamento para competição de Três Tambores, PF2010, com Paulo Camilo no Rancho Mariana em Altinópolis. Conforme relato e fotos, o Jay Jay, vem agradando muito seu atual treinador, o qual admira sua habilidade, força, docilidade e a genética apurada para competição, características também observadas por Fernando Godoy, primeiro treinador que domou direcionado em boi.
Uma ótima característica despontada no Jay Jay é o seu biotipo para garanhão, inclusive já cobriu algumas éguas.
Bloomin
Criada por Luciano Borges Ribeiro, antiga Matinha/MG, foi matriz preferida que produziu belos filhos com Circle Doc/Jazzy Jay/Peppy Doc DP e vendida na liquidação do plantel.
Bloomin é filha do garanhão Pawnee Dale (Pawnee Eagle Champion AQHA), registro de mérito em trabalho, campeão nacional e produtor de animais de laço/apartação/três. Lembrando ele, apesar de falecido há muito tempo, ainda configurava entre os 100 melhores garanhões de trabalho até 2009.
Filha da Cadência, neta de Go Three Man (avo materno da Tiazinha - Vaquejada), linhagem consagrada de corrida GO MAN GO e Easy Playmate em trabalho.
Vale lembrar que ela possui a combinação de velocidade e trabalho no seu pedigree e morfologia, características buscadas em animais de competição.
É produtora de:
Miss Nilly Dale
3º. lugar no PF de apartação, ganhou provas da anca, foi a melhor égua em 2007 no team penning, ganhou muitas provas também e muitos prêmios na mesma modalidade.
Atividade desenvolvida no campo, comprometida com a atividade produtiva, agregando valor a produtos e serviços e resgatando o patrimônio natural.
Tem por objetivo apresentar como atração as plantações e culturas em áreas onde as mesmas, porventura, sirvam de referência internacional no chamado Agronegócio.
As atividades turísticas no meio rural constituem-se da oferta de serviços, equipamentos e produtos de:
hospedagem
alimentação
recepção à visitação em propriedades rurais
recreação, entretenimento e atividades pedagógicas vinculadas ao contexto rural
outras atividades complementares às acima listadas, desde que praticadas no meio rural, que existam em função do turismo ou que se constituam no motivo da visitação.
A prestação de serviços relacionados à hospitalidade em ambiente rural faz com que as características rurais passem a ser entendidas de outra forma que não apenas focadas na produção primária de alimentos. Assim, práticas comuns à vida campesina, como manejo de criações, manifestações culturais e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes componentes do produto turístico rural e, conseqüentemente, valorizadas e valoradas por isso. A agregação de valor também faz-se presente pela possibilidade de verticalização da produção em pequena escala, ou seja, beneficiamento de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros.
Foi dessa forma que Eva, também filha de José Guidi, descobriu na atividade turística um notável instrumento para desenvolver atividades pedagógicas, ambientais e recreativas utilizando harmoniosamente os recursos naturais, a agricultura e a pecuária.
A Vista Alegre Fazenda Hotel recebe um público bastante diversificado: empresas, escolas, grupos religiosos e famílias que buscam o ambiente rural para desfrutar momentos de alegria, paz e convivência com a natureza. Nesse ambiente as pessoas experimentam o dia-a-dia da fazenda, redescobrem o prazer das coisas simples do campo, aprendem a respeitar o meio ambiente, se divertem e fazem boas amizades